Estas empresas vêm apostando no potencial das bikes

Estas empresas vêm apostando no potencial das bikes

  • 18 abr, 2018

André Biselli, de 26 anos, ouviu muitas críticas quando decidiu trocar a tradicional carreira de direito num grande escritório de advocacia para abrir, em parceria com um amigo de infância, uma empresa de entregas com bicicletas, modelo comum em países da Europa, mas ainda incipiente no Brasil. Mesmo com as ressalvas, em 2012, ele e o sócio Vitor Castello Branco fundaram a Courrieros em São Paulo. Nos primeiros dois meses, André e Vitor fizeram pessoalmente as entregas para testar as rotas. “Foi a melhor forma de compreender os pontos fracos e fortes do negócio”, diz. Toda a estrutura foi montada com recursos dos próprios empreendedores. “Isso nos deu autonomia na tomada de decisão até encontrarmos o modelo ideal para ter crescimento orgânico”, afirma André. Hoje, os sócios comandam 140 funcionários. Do total, 120 são entregadores, divididos entre São Paulo e Rio de Janeiro.

A companhia faz entregas para restaurantes; e-commerces, como Netshoes e Reserva; e empresas, como Banco Pátria e Google. Cada entregador pedala até 70 quilômetros por dia. Se não há entrega, pode ir para casa descansar e não precisa cumprir uma jornada obrigatória. O faturamento, de acordo com os empreendedores, cresceu 50% no último ano. “O que era motivo de chacota virou algo rentável”, afirma André. Para seguir crescendo, a Courrieros busca novos clientes que prezem pela sustentabilidade. “Nas grandes cidades a bicicleta é muitas vezes mais rápida do que a moto. Sem contar que, a cada quilômetro percorrido, a moto emite 113 gramas de CO2 — e a bicicleta, nada. É um nicho com muito potencial.”